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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Vale de Besteiros


Alfredo Keil
Vale de Besteiros
Óleo sobre madeira
altura: 23,5; largura: 36,5;

Museu Grão Vasco, Viseu

Paisagem do Vale de Besteiros. Numa encosta observam-se algumas casas, um muro de pedra em ruína e uma mulher do povo. Do lado esquerdo da composição encontram-se paredes caiadas de casas e o muro em ruína que poderemos relacionar com o nome do vale (Besteiras). Ao centro uma mulher, colocada de perfil, fixa o olhar no horizonte. Veste longa saia azul, camisa preta e lenço vermelho. Tem uma mão apoiada na anca e outra sobre a barriga. A composição, num plano posterior à figura antropomórfica, apresenta um muro encimado com abóboras, servindo-lhe de fundo.

Quinta Maggiotti


Alfredo Keil
Quinta Maggiotti, Colares, 1876
Óleo sobre tela
altura: 29,5; largura: 19

Museu Grão Vasco, Viseu

Paisagem, Sintra


Alfredo Keil
Paisagem, Sintra
Óleo sobre Madeira
Altura 26 por 19 de largura

Museu Grão Vasco. Viseu

domingo, 11 de dezembro de 2016

Bucolismo

Luciano Freire
Bucolismo
Óleo sobre tela
41 por 65

Museu Grão Vasco

Ao centro da composição destacam-se duas mulheres desnudadas, deitadas entre a vegetação. Em primeiro plano, uma das mulheres, olha sorridente e de forma provocatória para o espectador. O seu braço direiro ergue-se para que as costas da mão toquem delicadamente na sua face. As folhas encobrem parcialmente o corpo da mulher, deixando a descoberto parte dos seios. Num plano posterior, a outra mulher, de costas, igualmente deitada, vira intencionalmente a cabeça para olhar o observador. Ao longe, o olhar atento descobre o caminhar de uma lady com sombrinha vermelha, acompanhada pelo seu animal de estimação, um cão. Trata-se de uma obra onde o bucolismo, mas sobretudo, o erostismo se encontra bem presente. O significado desta obra, intencionalmente elaborada, é contudo pouco evidente.

Trecho da Praia de Buarcos


João José Vaz
Trecho da Praia de Buarcos
Óleo sobre tela´
38 por 61

Museu Grão Vasco

Paisagem marítima. Na praia de Buarcos, observa-se um barco que tranquilamente repousa na areia, à sombra da velha fortaleza. O barco, de cor vermelha e lilás, ostenta na proa uma pequena rede de pesca. Uma fortaleza ergue-se imponentemente da areia branca, adquirindo o papel de guardiã de um aglomerado de casas da qual apenas se observam algumas chaminés e telhados. No plano fundeiro, do lado esquerdo, caminhando no areal, perto de outro barco, descobre-se uma figura humana. Para além dela, vislumbram-se algumas casas e um trecho das águas do mar. O céu azul é portador de uma luminosidade estival. Trata-se de uma marinha simples que transmite tranquilidade e paz de espírito, como de resto acontece com a maioria das composições deste membro setubalense do Grupo do Leão.

Praia da Póvoa do Varzim


João José Vaz
Praia da Póvoa do Varzim
Óleo sobre Tela
30 por 50

Museu Grão Vasco

Pintura de costumes na praia da Póvoa do Varzim. Observam-se pescadores no regresso da sua faina no mar. Na praia encontram-se mulheres e crianças que aguardam o regresso dos pescadores. Do lado direito observamos a proa de um barco de pesca junto ao qual se encontram uma criança e três mulheres sentadas. Do lado esquerdo o mar surge plantado de pequenas embarcações de pesca. No areal junto ao mar um conjunto de pessoas observa os barcos que se aproximam. Os contornos indefinidos das figuras em segundo plano são testemunho da intenção do autor em dar apenas uma visão geral da comunidade piscatória de Póvoa do Varzim. Realça apenas com pequenas pinceladas brancas as velas dos barcos que se aproximam da praia e rompem a linha do horizonte.

Paisagem - Colares


João José Vaz
Paisagem - Colares
Óleo sobre Madeira
26,5 por 40

Museu Grão Vasco

Paisagem. Num campo, observam-se, em primeiro plano, algumas árvores de troncos esguios e copas largas de verde intenso que contrastam com o céu azul claro. Nos planos sucessivos, outras árvores e arbustos deixam entrever, ao longe, uma pequena povoação que se estende ao longo de um vale. No plano fundeiro, uma serra define a linha do horizonte, encimada por uma casa, do lado esquerdo. Trata-se de uma das obras do pintor setubalense, que sendo célebre pelas suas marinhas deixou, no entanto, algumas paisagens como esta.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Praça de Camões - Viseu



José de Almeida e Silva
Praça de Camões - Viseu, 1917
Aguarela sobre papel
44 por 29

Museu Grão Vasco

Aguarela representando a Praça de Camões (antigo Rossio), em Viseu. No centro da Praça, sobre uma coluna com ampla base facetada, encontra-se representado, numa escultura em bronze, o busto de Luís Vaz de Camões. Do lado direito, uma mulher caminha de frente para o observador, com uma cesta no braço; observam-se ainda várias casas e árvores que rodeiam a praça. Em segundo plano, vislumbra-se o conjunto arquitectónico da Varanda dos Cónegos, e as torres sineiras da Catedral de Viseu.

O "Van-Rouge" de Santiago


José de Almeida e Silva
O "Van-Rouge" de Santiago, 1932
Óleo sobre tela
52,5 por 36,6

Museu Grão Vasco

Busto de homem idoso do campo, vestindo casaco e colete castanho, camisa branca e barrete escuro na cabeça. O rosto com aspecto rústico e bastante evelhecido esboça um leve sorriso. O retrato conta com um fundo paisagístico constituído por um vasto campo verde que se estende até um casario, do qual se destaca uma torre sineira.

Hortaliceiras


José Almeida e Silva
Hortaliceiras, 1938
Óleo sobre tela
99 por 134

Museu Grão Vasco

Registo de costumes onde se representam duas mulheres num interior. Do lado direito, uma mulher vestindo camisola cinzenta, com lenço de tonalidades alaranjadas na cabeça, segura uma cesta cheia de nabos. Esta figura olha frontalmente o observador e é ladeada, à esquerda, por outra mulher de idade mais avançada que veste longa saia xadrez, avental e camisa cinzenta, ostentando um lenço vermelho na cabeça e argolas douradas nas orelhas. Esta mulher compõe os vários repolhos de couve sobre a mesa. Por trás desta, vislumbra-se um pote de barro que se encontra parcialmente representado. Num plano posterior, ao centro, destacam-se brilhantes cebolas que estão penduradas em cabos, junto a uma prateleira com objectos de barro e panos. Nas costas da hortaliceira mais jovem existe um vaso com uma planta florida. Trata-se de uma obra com bastante preciosismo, retratando a actividade quotidiana destas personagens populares.

Menina - efeitos de luz


José de Almeida e Silva
Menina - efeitos de luz
Óleo sobre tela
46,5 por 37

Museu Grão Vasco

Busto de menina com cabelos castanhos ondulados, vestido avultado com botões do lado esquerdo, brincos dourados losângulares, retratada sob um fundo indefinido. O rosto é iluminado por feixes de luz que, vindos de diversas direcções, criam um efeito de luz realçando assim o rosto da menina das tonalidades de castanhos, predominantes nesta composição. 
A Menina - Efeitos de Luz, pintada 12 anos depois da Menina das Camélias, revela uma maior maturidade pictórica de Almeida e Silva, na qual a figura, praticamente a meio corpo, se apresenta despojada de quaisquer atavios, colocando toda a ênfase no tratamento dado à personagem e em especial ao rosto. O fundo é indistinto, caracterizado com uma pincelada vigorosa e quase espatulada, em tons de castanhos, mas permitindo perceber um espaço interior no qual a personagem se integra. O rosto da jovem é envolto em dois relances distintos de luminosidade. Da direita sobressai um tom quente e alaranjado, que parece emergir de uma lareira acesa, afagando a face e realçando o peculiar brilho do brinco em ouro que pende da orelha, ou ainda no olhar cristalino. Da esquerda ressalta uma luz branca, fria e menos intensa, mesmo assim essencial a um jogo lumínico que sugere um tempo de Inverno, passado num interior, suscitação confirmada pelo tipo de indumentária que a figura apresenta: um casaco abotoado, num tom escuro de verde acinzentado (que se parece mesclar com o fundo). O recurso habilidoso ao sfumato, o contraste das duas intensidades de luz, a caracterização da mirada um pouco enigmática, aliada à expressão valores simbólicos, como a pureza, inocência e intemporalidade, tão do agrado do pintor, conferem à obra um elevado interesse para a caracterização da obra de Almeida e Silva, virtuosismo já experimentado na obra Retrato de Homem, pintado dois anos antes. SG

A menina das camélias



José Almeida e Silva
Menina das Camélias1912
óleo sobre tela
46 por 36

Museu Grão Vasco

Retrato de menina a três quartos de frente com vestido verde, cabelo castanho parcialmente apanhado, brinco dourado com pedra cor-de-rosa, segurando nas mãos um ramo de camélias vermelhas com manchas brancas e viçosas folhas verdes. A menina apresenta um olhar triste e melancólico solicitando o olhar do observador. Trata-se de uma obra de grande beleza e rigor representativo. A Menina das Camélias revela uma das características mais presentes na obra de Almeida e Silva, uma espécie de serenidade e de imutabilidade, que parece colocar esta jovem, possivelmente nascida com o século, incólume a todas e quaisquer perturbações, mesmo aquelas que eram intensamente vividas no período revolucionário em que a pintura foi executada. A obra apresenta uma paleta densa, em que a figura, quase de frente, em busto, se eleva de um fundo escuro. No rosto da jovem espalha-se uma luz cálida, pontuada com meticulosos detalhes como o tratamento do cabelo, que se adivinha apanhado atrás da cabeça e que cobre parte da orelha, o brilho pontual do brinco, olhos amendoados, bem definidos, uma mirada realista e uma expressão de alguma compenetração, que tanto pode ser de timidez, como apenas o resultado de uma posição estática exigida ao modelo. Num plano ainda mais presente, banhadas de luz intensa, está um copioso bouquet de camélias matizadas de branco e vermelho, que sublinha, e quase rivaliza, com a beleza simples da retratada. Dada a significação de pureza, captada através da singeleza das flores e inocência da personagem retratada, esta é uma das peças mais conhecidas do pintor Almeida e Silva, devendo a sua dimensão icónica à singularidade da composição e à subtileza emotiva, factor pelo qual, os viseenses nutrem uma especial atenção à obra. A representação das camélias é um tema recorrente em Almeida e Silva. Na exposição de arte do Ateneu Comercial do Porto (1890) faz a primeira apresentação deste tema floral, repetindo sucessivamente estudos de naturezas-mortas nesta tipologia sobretudo em 1910, na 3.ª exposição anual da Sociedade de Belas Artes do Porto.

Marinha


José Malhoa
Marinha, 1918
Óleo sobre tela
30,5 x 35,5

Museu Nacional Grão Vasco

Paisagem marítima. Tomando o mar como actor principal, o autor captou o rebentamento das ondas em algumas rochas. Assim a espuma salgada parece saltar da composição e salpicar não só as rochas, como tudo quanto a rodeia, inclusive o observador. Os salpicos e a espuma provocada pelo embate das ondas nas rochas ressaltam em primeiro plano. As rochas, por sua vez, marcam presença na composição, pelas breves pinceladas de tonalidades escuras que surgem por entre as pinceladas brancas e azuis. Ao longe, o mar adquire tonalidades azuis gradualmente mais escuras até se encontrar, no horizonte, com o céu azul claro. Este fenómeno marítimo e natural adquire desta forma um papel importante nesta representação.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016