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sábado, 10 de dezembro de 2016

Cena rústica


Artur José de Sousa Loureiro
Cena Rústica ( Brolles), 1882´
Óleo sobre tela
105 × 151 cm

Museu Nacional da Arte Contemporânea no Chiado
Historial
Prova de pensionista no estrangeiro (1876 – 79). Integrado no MNAC em 1911.

Exposições
Lisboa, 1888; Lisboa, 1979, 33, cor.

Como outros dos seus conterrâneos naturalistas e tardo-naturalistas, Artur Loureiro estanciou na Bretanha, cujo pitoresco selvagem lhe inspirou paisagens e cenas de costumes rurais. Nesta obra, o registo costumista alia-se ao registo detalhado da indumentária e do adereço do carro de mão sobre o qual se apoia o rapazinho, envolto por uma ampla paisagem verdejante e detalhadamente florida, que denuncia os avatares da pintura ruralista sallonarde.

Raquel Henriques da Silva

Convalescente


Artur José de Sousa Loureiro
Convalescente, 1902
Óleo sobre tela
63 por 73

Museu Nacional Soares dos Reis

Num interior doméstico está representado um homem de corpo inteiro, sentado num cadeirão de braços posicionado do lado esquerdo da composição e voltado para o lado direito. Por trás do cadeirão é visível a parcela lateral de uma cama com ampla ilharga e cabeceira de madeira onde ressalta o tecido branco e luminoso de um lençol ou cobertura. Ao lado da figura está representada uma mesa coberta com tecido verde: sobre ela, um copo com água e um cinzeiro. Todos estes elementos se concentram na metade esquerda da composição deixando a oposta praticamente reduzida a um fundo neutro de parede e chão vazios. O retratado veste casaco preto e camisa branca e tem, sobre as pernas, uma manta igualmente negra. Ainda um aspecto particular de pormenor é o facto de segurar na mão esquerda uma boquilha com cigarro aceso. A cabeça recostada em almofada branca tem uma expressão de desfalecimento que o rosto magro com barbas brancas reforça.

O repouso da artista


Artur José de Sousa Loureiro
O repouso da artista, 1882
Óleo sobre tela
154,5 por 230

Museu Nacional da Arte Contemporânea no Chiado

Num canto de jardim, junto de uma uma parede de tijolos com vários vasos de flores pendurados, no fundo, e canteiros floridos no chão, está uma senhora sentada, de perfil virado para a esquerda, baixando o olhar e segurando na mão esquerda uma paleta e pincéis. Na mesma direcção, junto do canto inferior esquerdo, vê-se a caixa das tintas encostada a um florido vaso de gerânios. Loureiro retrata neste quadro a sua noiva, australiana, jovem estudante de pintura como ele, junto da qual iria viver em Melbourne até 1904, data em que decide regressar ao Porto, durante a sua 2ª crise nervosa, instalando a partir daí um atelier-escola no Palácio de Cristal.